Estreia:
de Isabel Coixet
-
Catálogo/s:
-
Brevemente
-
Catálogo Risi Film
Catálogo/s:
Itália, Espanha, 2025, 122', Classificação M12, Drama
com Alba Rohrwacher, Elio Germano, Silvia D'Amico, Galatea Bellugi, Francesco Carril
Marta e Antonio lutam para se esquecerem um do outro. Mas quando Marta descobre que a sua súbita falta de apetite não se deve apenas a um desgosto amoroso, as suas vidas mudam de rumo num instante.
Baseado no livro Tre Ciotole de Michela Murgia (Edição em Portugal com o título O Sentido da Náusea).
Após o que parecia ser uma discussão banal, Marta e Antonio separam-se. Marta reage à separação fechando-se em si mesma. O único sintoma que não consegue ignorar é a sua súbita falta de apetite. Antonio, um chef em ascensão, mergulha-se no trabalho. Mas, apesar de ter sido ele quem terminou a relação com Marta, parece não conseguir esquecê-la. Quando Marta descobre que a sua perda de apetite tem mais a ver com a sua própria saúde do que com a dor da separação, tudo muda: o sabor da comida, a música, o desejo, a certeza das escolhas que foram feitas.
Festivais e Prémios:
Beijing International Film Festival 2026: Prémio Official Selection of Tiantan
Cinema Made in Italy - London 2026
Festa do Cinema Italiano 2026: Panorama
Hong Kong International Film Festival 2026: World Cinema
Istanbul Film Festival 2026: Galas
Italian Film Festival USA 2026
Chicago International Film Festival 2025: Spotlight
Cinema Made in Italy - Balkans 2025
Festival do Rio 2025: World Panorama
International Thessaloniki Film Festival 2025: Open Horizons
Italy on screen today New York - Film&TvSeries Fest 2025
MittelCinemaFest 2025
Seminci - Valladolid International Film Festival 2025: Sección Oficial
Festival del Cine y la Palabra (CiBRA)
VIII Festival de Cine por Mujeres, Madrid
Festival Inédito de Mérida – Prémio do Público
TIFF - Toronto International Film Festival 2025: Special Presentations
Ficha técnica:
Realização Isabel Coixet
Argumento Enrico Audenino e Isabel Coixet
Direção de Fotografia Guido Michelotti
Montagem Jordi Azategui
Banda Sonora Original Alfonso Vilallonga
Direção de Arte Paola Comencini
Guarda-roupa Massimo Cantini Parrini
Produtores Bartlebyfilm: Massimo Di Rocco e Luigi Napoleone, Ruvido Produzioni: Carlo Gavaudan, Cattleya: Riccardo Tozzi, Giovanni Stabilini, Francesca Longardi, Bteam Prods: Alex Lafuente, Buena Pinta Media: Marisa Fernández Armenteros, COLOSÉ PRODUCCIONES: Sandra Hermida, PERDICIÓN FILMS: Sandra Hermida
Produção Bartlebyfilm, Ruvido Produzioni, Cattleya, Bteam Prods, Buena Pinta Media, COLOSÉ PRODUCCIONES, PERDICIÓN FILMS, TRES CUENCOS A.I.E.
O melhor cinema de Coixet transforma o mundo. Lindo. El Mundo
Uma celebração da vida. Corriere De La Sera
Alba Rohrwacher deslumbra. Variety
Uma carta de amor à vida. Alliance of Women Film Journalists
Nascida em Barcelona, Isabel Coixet é uma das mais prolíficas e premiadas realizadoras espanholas, tendo dirigido quinze longas-metragens e sete documentários. Recebeu dez Prémios Goya — mais do que qualquer outra realizadora na história do cinema espanhol. Em 2020, foi distinguida com o Prémio Nacional de Cinematografia, em reconhecimento do seu inestimável contributo para o cinema espanhol. Em 2015, o Ministério da Cultura francês atribuiu-lhe a Medalha de Cavaleira das Artes e das Letras e, em 2023, recebeu o Prémio de Honra da Academia de Cinema Europeu pelo seu contributo para o cinema europeu.
Coixet é também autora de documentários como "Invisibles", sobre os Médicos Sem Fronteiras, e "Journey to the Heart of Torture", filmado em Sarajevo durante a guerra dos Balcãs. Em 2010, foi curadora de parte do conteúdo do pavilhão espanhol na Exposição Mundial de Xangai e da exposição The Lost Sea, que incluía o seu documentário rodado no Uzbequistão. "Talking About Rose", narrado por Juliette Binoche, conta a vida e morte de uma prisioneira do ditador do Chade. Com "Listening to Judge Garzón", centrado no conhecido magistrado espanhol (e presidente da cátedra universitária Rei Juan Carlos), conquistou o Goya de Melhor Documentário. Em 2022, "El Sostre Groc" (O Tecto Amarelo) deu voz a nove sobreviventes para denunciar décadas de abusos sexuais numa escola de teatro catalã, levando à reabertura do processo judicial contra o alegado agressor.
A sua produtora, Miss Wasabi Films, apoia projetos de novas realizadoras, como "Sara a la Fuga" (2015) e "La Inútil" (2017), de Belén Funes, e "Beef" (2019), de Ingrid Santos, nomeado para o Goya de Melhor Curta-Metragem.
Coixet é ainda cronista semanal do suplemento dominical XL Semanal, tem um programa de música na rádio nacional espanhola intitulado Someone Should Ban Sunday Afternoons e mantém uma coluna semanal dedicada ao cinema documental. Colabora também com a Elle Gourmet e escreve artigos de opinião para o jornal El País.
NOTA DA REALIZADORA
TRÊS VEZES ADEUS coloca ao público uma questão muito simples, mas incrivelmente complexa: O que significa estar verdadeiramente vivo?
Na adaptação cinematográfica de Tre ciotole, o último livro de Michela Murgia antes de falecer há dois anos, focámo-nos em duas histórias do livro: as de Marta (a sublime Alba Rohrwacher) e Antonio (Elio Germano no seu melhor). Uma mulher e um homem que conhecemos no preciso momento em que se separam. O filme percorre todas as fases e altos e baixos das relações humanas, os medos, as incertezas. Marta sofre em silêncio e somatiza a separação de Antonio, vomitando constantemente.
Antonio acredita que já não ama Marta, mas cada recanto de Roma, cada praça, cada barraca de «supplì» que visitaram juntos traz-lhe de volta a memória dela, e, pouco a pouco, ele percebe o erro que cometeu. À sua volta, há uma dança de personagens vulneráveis e fortes que procuram o amor como um bálsamo para curar as feridas da existência e dar-lhe algum sentido.
TRÊS VEZES ADEUS é também uma oportunidade para revisitar alguns dos temas que mais me têm interessado desde o início da minha filmografia. Tal como em A MINHA VIDA SEM MIM, abordamos aqui, mais uma vez, a morte, mas de uma perspetiva diametralmente oposta, quase como uma inversão dessa abordagem. O que estruturámos naquele filme através de um compromisso com o legado, aqui é-nos apresentado personificado numa protagonista sem descendentes que, no entanto, também é capaz de encontrar a sua maneira de viver quando já não tem nada a perder. TRÊS VEZES ADEUS dá-me mais uma vez a oportunidade de explorar alguns dos meus motivos cinematográficos favoritos: a música e a gastronomia. No primeiro caso, com o desejo de me aproximar do que as novas gerações ouvem e dos fenómenos e iconografia que constroem as suas identidades, neste caso, ídolos específicos do K-pop, e, no caso da comida, mais uma vez prestando atenção aos contrastes entre a alta cozinha e a comida de rua, como outra forma de definir os arcos de cada personagem.
A comida também, como metáfora da vida e da sua data de validade.
Quero que o público saia, depois de ver TRÊS VEZES ADEUS, a sentir que, seja o que for que queiram na vida, a altura de o fazer é AGORA.