Papaya
de Priscilla Kellen
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Catálogo/s:
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Brevemente
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Catálogo Risi Film
Catálogo/s:
Brasil, 2025, 74', Animação
com Aretha Garcia, Tulipa Ruiz, Maria Vitória Garcia
Apaixonada por voar, uma pequena semente de papaia na floresta amazónica tem de se manter sempre em movimento para evitar enraizar. Através da perseverança, descobre o poder das suas raízes, que conectam a vida por caminhos profundos e misteriosos. A aventura desta pequena semente desencadeia uma revolução que transforma o seu mundo e realiza o seu sonho da forma mais inusitada.
Festivais e Prémios:
Berlinale Internationale Filmfestspiele Berlin 2026
Ficha técnica:
Realização: Priscilla Kellen
Argumento: Priscilla Kellen
Produção: Letícia Friedrich, Alê Abreu, Priscilla Kellen, Lourenço Sant'Anna
Produção: Boulevard Filmes
Música Original: Talita Del Collado
Desenho de Som: Submarino Fantástico
Animação: Birdo Studio
Elenco (vozes): Aretha Garcia, Tulipa Ruiz, Maria Vitória Garcia
Priscilla Kellen é realizadora e artista, com uma carreira que abrange cinema, televisão e ilustração. Formada em design gráfico pela Unesp, possui experiência em design, animação e ilustração para cinema e mercado editorial. As suas contribuições criativas incluem a ilustração de conteúdos infantis para a Editora Positivo, Folha de S.Paulo, além de ser coautora do livro Mas Será que Nasceria a Macieira?, em colaboração com o realizador Alê Abreu. Com 15 anos de experiência no estúdio Filme de Papel, trabalhou com o realizador na longa-metragem Garoto Cósmico (2007), na qual foi assistente de animação, e no premiado O Menino e o Mundo (2013), indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, no qual foi coordenadora artística e assistente de realização. Também realizou a série de TV Vivi Viravento (2017). Papaya é sua estreia na realização de longas-metragens.
Papaya entrelaça temas como conflitos existenciais e questões climáticas, que são também preocupações do público mais jovem. O filme aborda estes assuntos de forma lúdica e poética, deixando espaço para a reflexão e para a interpretação pessoal, respeitando ao mesmo tempo o sentido crítico dos espectadores e a sua perspetiva em desenvolvimento.
A narrativa tem como temas centrais a imaginação infantil, a resiliência emocional, a compreensão intercultural e a relação entre as crianças no seu ambiente natural, numa atmosfera de consciência ecológica. Esta pequena semente de papaia não tem um género definido e qualquer criança se pode identificar com esta pioneira e corajosa semente numa viagem que passa pelos ciclos de vida das plantas com algumas advertências sobre a importância de cuidar do ambiente. A relação da semente com a sua ancestralidade simboliza ainda as transformações provocadas pela maternidade e a urgência da preservação ecológica.
O filme destaca-se por não ter diálogos, propondo uma experiência visual e sensorial imersiva. Recorre a formas geométricas simples e cores vibrantes, com uma narrativa comovente e uma banda sonora envolvente, que nos guia as emoções e conta com a participação especial da cantora Tulipa Ruiz. Nesta obra sem palavras, a música assume o papel principal de guiar as emoções e ditar o ritmo da ação, aliada a uma estética e um estilo artístico arrojado e original que a própria realizadora define como "Tropicalismo pós-apocalíptico".
Trata-se de uma estreia na realização da brasileira Priscilla Kellen e alcançou um marco histórico ao ser a primeira longa-metragem de animação do Brasil selecionada para o Festival de Berlim, na prestigiada mostra Generation Kplus. A produção conta com a supervisão artística de Alê Abreu (nomeado ao Óscar por O Menino e o Mundo) e com o trabalho de animação do aclamado Birdo Studio.