Le chant des forêts
Estreia:
de Vincent Munier
-
Catálogo/s:
-
Brevemente
-
Catálogo Risi Film
Catálogo/s:
França, 2025, 93', Documentário
com Michel Munier, Simon Munier, Vincent Munier
Três gerações de naturalistas percorrem as florestas dos Vosges para transmitir um conhecimento construído na observação paciente da vida selvagem, numa celebração da natureza, da memória e do legado entre gerações. Vencedor do César de Melhor Documentário e Melhor Som.
Depois de A Pantera das Neves, Vincent Munier convida-nos a entrar no coração das florestas dos Vosges. Foi lá que aprendeu tudo com o seu pai, Michel, um naturalista que passou a vida a descobrir a floresta. Chegou agora o momento de transmitir esse conhecimento a Simon, o filho de Vincent. Três olhares, três gerações, o mesmo fascínio pela vida selvagem. Com eles, descobrimos veados, aves raras, raposas e linces… e, por vezes, o bater de asas de uma criatura lendária: o galo-lira.
Festivais e Prémios:
IDFA - International Documentary Film Festival Amsterdam, 2025
Prémio César de Melhor Filme Documentário, 2026
Prémio César de Melhor Som, 2026
Ficha técnica:
Realização Vincent Munier
Argumento Vincent Munier
Produção Laurent Baujard, Pierre-Emmanuel Fleurantin, Vincent Munier
Coprodução Bertrand Faivre
Produção Executiva Maud Lambert
Direção de Fotografia Vincent Munier, Antoine Lavorel, Laurent Joffrion
Montagem Laurent Joffrion, Vincent Schmitt
Música Original Warren Ellis
Música Dom La Nena, Rosemary Standley
Produção Paprika Films, Kobalann Productions
Repleto de imagens espectaculares, envoltas em bruma e mistério, interroga com muita poesia e profundidade a relação com a natureza e o legado entre gerações. Le Parisien
Um hino à beleza do reino animal. Le Figaro
Um filme íntimo, contemplativo, de uma potência emocional impressionante. Libération
Vincent Munier (1976) é um fotógrafo de vida selvagem e realizador de documentários, nascido em Épinal, na região dos Vosges, em França. O seu trabalho é reconhecido pelas suas expedições imersivas em ambientes naturais remotos para captar imagens e filmagens de animais difíceis de observar, incluindo leopardos-das-neves, raposas-do-ártico e grous-de-coroa-vermelha.
Munier dedicou-se profissionalmente à fotografia de natureza a partir de 2000. Alcançou reconhecimento internacional graças a várias distinções no concurso Wildlife Photographer of the Year, da BBC. Tornou-se o primeiro fotógrafo a vencer o Prémio Eric Hosking durante três anos consecutivos, em 2000, 2001 e 2002, em reconhecimento pela sua contribuição excecional para a fotografia de vida selvagem. Entre as suas expedições mais marcantes destaca-se um mês passado sozinho na Ilha Ellesmere, no Ártico canadiano, em 2013, a 80 graus de latitude norte, experiência que deu origem ao livro Arctique (2015). Outra viagem de destaque foi realizada nas terras altas do Tibete e documentada em Tibet, Minéral Animal (2018), obra escrita em colaboração com Sylvain Tesson. Em 2010, fundou as Edições Kobalann para publicar os seus livros de fotografia, privilegiando impressões de elevada qualidade que valorizam os universos mineral e animal.
Expandindo a sua atividade para o cinema, Munier realizou, com Marie Amiguet, o documentário The Velvet Queen (A Pantera das Neves), lançado em 2021. O filme acompanha a sua busca, ao lado de Sylvain Tesson, para fotografar um leopardo-das-neves nos Himalaias. O filme ganhou o César de Melhor Documentário em 2022 e foi também nomeado noutras categorias, incluindo Melhor Primeira Obra e Melhor Música Original.
O seu filme mais recente, Le Chant des Forêts - O Canto das Florestas (2025), vencedor de dois prémios César para Melhor Documentário e Melhor Som em 2026, explora os ecossistemas florestais e dá continuidade ao seu compromisso de sensibilizar o público para a conservação da natureza através da narrativa visual. Vincent Munier continua a exercer funções como embaixador da Nikon e a defender a proteção ambiental, utilizando a sua arte para despertar simultaneamente admiração e consciência sobre a fragilidade do mundo natural.
Depois de A Pantera das Neves o ter levado aos planaltos da Ásia Central, Vincent Munier inverte aqui a direcção do olhar, trocando o exótico pela densidade do que lhe é próximo: as florestas dos Vosges, onde aprendeu, ainda criança, a arte da espera junto do pai, o naturalista Michel Munier. O filme acompanha três gerações, avô, pai e filho, unidas pela mesma disposição para observar o que normalmente escapa, dos veados e aves raras ao encontro improvável com o galo-lira, ave que se tornou rara nas florestas francesas. Esta estrutura intergeracional transmite um modo de estar no mundo que pressupõe paciência e atenção sustentada, qualidades que também se encontram em vias de extinção na sociedade dos nossos dias.
Filmado ao longo de vários anos, com recurso a uma abordagem observacional, sem encenação e assente na captação de som natural em ambiente real, O Canto das Florestas transforma a experiência sensorial da floresta numa reflexão sobre a fragilidade dos ecossistemas, que se apresenta ao espectador simplesmente através da observação, mantendo o respeito pela sua capacidade de interpretar a obra de forma orgânica, sem imposições de discurso direto.
O reconhecimento da obra de Vincent Munier foi mais uma vez confirmado pela Académie des César, que distinguiu o filme com o César de Melhor Documentário e o César de Melhor Som em 2026, repetindo o sucesso de A Pantera das Neves, também premiado como Melhor Documentário em 2022.
Com mais de 1,3 milhões de espectadores em França, até à data, O Canto das Florestas é um dos maiores sucessos de bilheteira para um documentário em território francês na última década.