La Grazia

La Grazia

Estreia:

de Paolo Sorrentino

Itália, 2025, 131', Classificação M12, Drama

com Toni Servillo, Anna Ferzetti, Orlando Cinque, Massimo Venturiello

Festivais e Prémios:

Dublin International Film Festival 2026: Drama

EFA - European Film Awards 2026: Nomeado Melhor Ator Europeu (Toni Servillo), Melhor Argumentista Europeu
Festa do Cinema Italiano 2026: Filme de Abertura; Panorama
Festival du Cinema Italien de Bastia 2026: Hommage à Toni Servillo
Hong Kong International Film Festival 2026: Masters & Auteurs
Journées du Cinéma Italien - Nice 2026: Compétition Officielle
Tromsø International Filmfestival 2026: Horizons
AFI Los Angeles International Film Festival 2025: Luminaries
Athens International Film Festival 2025: Opening Nights
BFI London Film Festival 2025: Journey
Busan International Film Festival 2025: Icons
Chicago International Film Festival 2025: International Competition - Prémio: Silver Hugo para Melhor Argumento
Cinema Italian Style - Seattle 2025
Donostia - San Sebastián International Film Festival 2025: Perlak
El Gouna Film Festival 2025: Official Selection
Festival Cinéma Méditerranéen de Bruxelles 2025: Avant-Premières
Festival do Rio 2025: World Panorama
Festival Dolce Cinema 2025: Avant-première
Festival du Cinéma Italien de Montélimar - Le Teil 2025
Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano 2025: Panorama Contemporáneo Internacional
Haifa International Film Festival 2025: Gala
Hamburg International Film Festival 2025: Kaleidoscope
IFF Italian Film Festival presented by Palace - Australia 2025: Centrepiece
Italy on screen today New York - Film&TvSeries Fest 2025
Kolkata International Film Festival 2025: Cinema International
La Biennale di Venezia 2025: Venezia 82 - Filme de Abertura - Prémio Coppa Volpi (Toni Servillo), Prémio Arca CinemaGiovani – Melhor filme italiano, Brian Award, Francesco Pasinetti Prize
Les rencontres du cinéma italien à Toulouse 2025: Avant-première
LIFFe - Ljubljana International Film Festival 2025: Avantpremieres
MittelCinemaFest 2025
Montreal Festival du Nouveau Cinéma 2025: The Essentials
New York Film Festival 2025: Spotlight
Philadelphia Film Festival 2025: Masters of Cinema
Singapore International Film Festival 2025: Horizon
Telluride Film Festival 2025: Main Program
Vancouver International Film Festival 2025: Showcase
Villerupt Italian Film Festival 2025: Hors-compétition


15 Nomeações aos Prémios David di Donatello: Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Original, Melhor Atriz Principal, Melhor Ator Principal, Melhor Atriz Secundária, Melhor Casting, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Guarda-Roupa, Melhor Maquilhagem, Melhor Montagem, Melhores Efeitos Visuais, David Giovani (Prémio Jovem).

Ficha técnica:

Argumento e Realização Paolo Sorrentino
Direção de Fotografia Daria D’Antonio
Assistente de Realização Edoardo Marini
Montagem Cristiano Travaglioli (A.M.C.)
Som Emanuele Cecere, Mirko Perri
Figurinos Carlo Poggioli
Direção Artística Ludovica Ferrario
Decoração de Cenários Laura Casalini
Maquilhagem Paola Gattabrusi
Casting Anna Maria Sambucco U.I.C.D, Massimo Appolloni U.I.C.D
Produção The Apartment, Numero10, PiperFilm

Distribuição em Portugal Risi Film

Elegante, profundo e enigmático. The Guardian


Paolo Sorrentino está em grande forma. The Times


Sorrentino realizou filmes belíssimos na sua carreira, este é um dos melhores. Deadline


Toni Servillo é magnífico. The Hollywood Reporter

Paolo Sorrentino nasceu em Nápoles em 1970. A sua primeira longa-metragem, "One Man Up", data de 2001 e foi selecionada para o Festival de Cinema de Veneza. Em 2004, realizou "As Consequências do Amor" e, em 2006, "O Amigo da Família", ambos em competição no Festival de Cinema de Cannes. Em 2008, com “Il Divo”, regressou a Cannes, onde ganhou o Prémio do Júri, e, novamente, em 2011, com “This Must Be The Place” e, dois anos mais tarde, com “A Grande Beleza”, que ganhou, entre outros, o Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro. Em 2016, realizou “Youth” e criou e realizou a série de televisão “The Young Pope”. Em 2018, realizou o filme “Loro” e, em 2019, a série “The New Pope”. Em 2021, escreveu e realizou “The Hand of God”, nomeado para o Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro em 2022. Em 2024, escreveu e realizou “Parthenope”.

NOTA DO REALIZADOR


LA GRAZIA é um filme sobre o amor. Aquele motor inesgotável que dá origem à dúvida, ao ciúme, à ternura, à emoção, à compreensão das coisas da vida e à responsabilidade.

O amor e todos os seus intrincados desdobramentos são vistos e vividos através dos olhos de Mariano De Santis, um Presidente da República Italiana totalmente fictício, mas credível.

Mariano De Santis ama a sua falecida esposa, ama a sua filha e o seu filho, bem como o fosso geracional que os separa dele. Ele ama o direito penal, que estudou toda a sua vida. Por trás do seu comportamento sério e austero, Mariano De Santis é um homem de amor.

LA GRAZIA é um filme sobre a dúvida. E a necessidade de a abraçar. Isto é especialmente verdade na política e ainda mais hoje, num mundo em que os políticos apresentam com demasiada frequência um pacote brusco de certezas que apenas causam danos, atritos e ressentimento. Isto prejudica o bem-estar coletivo, o diálogo e a harmonia geral. Mariano De Santis é um homem movido pela dúvida.

LA GRAZIA é um filme sobre um dilema moral. Conceder ou não clemência a duas pessoas que cometeram homicídio, embora talvez em circunstâncias que possam ser perdoadas. Assinar ou não, como católico, um projeto de lei problemático sobre a eutanásia.

Quando era jovem, fiquei profundamente impressionado com o DEKALOG, de Kieślowski. Uma obra-prima inteiramente centrada em dilemas morais; o enredo de todos os enredos, a única narrativa verdadeiramente cativante. Mais do que qualquer thriller. Não creio ter chegado nem remotamente perto da genialidade de Kieślowski, nem da profundidade com que ele abordava os temas morais, mas senti-me compelido a tentar na mesma, num momento histórico em que a ética por vezes parece opcional, evasiva, opaca ou, com demasiada frequência, invocada apenas por razões instrumentais.

A ética é um assunto sério. É ela que sustenta o mundo.


E Mariano De Santis é um homem sério.