Estreia:
de MASBEDO (Nicolò Massazza e Iacopo Bedogni)
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Catálogo/s:
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Catálogo Risi Film
Catálogo/s:
Itália, 2025, 94', Classificação M12, Drama
com Gala Zohar Martinucci, Jacopo Olmo Antinori, Lino Musella, Tommaso Ragno
Arsa, de 18 anos, vive no fim do mundo. A ilha que ama, e onde sempre viveu, é uma reserva natural, e o seu trabalho é recolher o lixo que o mar traz para a praia. Inspirada pelas esculturas do pai, Arsa transforma os objetos que encontra, dando-lhes uma nova vida. Os seus dias passam-se num tempo suspenso entre o seu universo de monstros e estátuas perdidas no fundo do mar e a humanidade que observa de longe. Quando Andrea e os seus amigos chegam à ilha e invadem o seu território, o feitiço é quebrado...
Festivais e Prémios:
Festa del Cinema di Roma - Sezione Freestyle
Festival de Sevilla
Festival de Cine Europeo
Ficha técnica:
com Gala Zohar Martinucci, Jacopo Olmo Antinori, Lino Musella, Tommaso Ragno, Giovanni Cannata, Luca Chikovani, Michele Sinisi, Maziar Firouzi, Matilde Schiaretta,
Realização MASBEDO
Ideia Beatrice Bordone Bulgari, MASBEDO, Giorgio Vasta
Argumento Giorgio Vasta, Masbedo
Produção Beatrice Bordone Bulgari
Produção Executiva Luca Bradamante
Direção de Fotografia Gherardo Gossi (CCS)
Direção de Arte Cesare Inzerillo, Nicola Sferruzza
Montagem Jacopo Quadri
MASBEDO é uma dupla artística formada por Nicolò Massazza (1973) e Iacopo Bedogni (1970). Trabalham juntos desde 1999 e atualmente vivem entre Milão e Piacenza. O seu trabalho caracteriza-se por uma exploração constante e consequente mistura de diferentes linguagens artísticas: vídeo, instalação, cinema, performance, teatro de vanguarda e desenho de som. Recentemente, identificaram na relação entre cinema e arte um campo de investigação privilegiado, que abordam com um olhar atento tanto aos aspetos socioantropológicos como aos mais íntimos e poéticos.
O filme explora o tema do luto e da perda através de uma comparação entre dois jovens, Arsa e Andrea. Arsa integrou a figura paterna no seu mundo interior, elaborando o luto através da sua relação com a imaginação e a criatividade. Andrea, por outro lado, ainda não enfrentou a dor da perda e a sua presença na ilha rompe o equilíbrio de Arsa, obrigando-a a confrontar-se com novas emoções e impulsos.
Distantes nos seus sentimentos, encontram-se no mar, nadando em direção a uma estátua antiga descoberta por Arsa. Metáfora da figura paterna, a estátua é um sinal tangível de um vínculo distante e inalcançável.
“Arsa” é também uma reflexão crítica sobre a sociedade contemporânea e o consumismo.
Arsa vive nos antípodas da sociedade, recuperando os resíduos que o mar devolve à terra, transformando-os em algo novo e significativo. Este ato de recuperação e transformação é um gesto de resistência, uma forma de investigar a vida num outro espaço e tempo, no imperfeito e no esquecido.
Cada escolha de realização, de imagem, de direção dos atores foi feita tendo em mente a fronteira ténue entre sonho e realidade; o seu mundo é o limiar.
Arsa permanece, no final, suspensa. Esta escolha traz consigo uma ação forte: o desejo de permanecer além de qualquer força opositora. Arsa cria, produz uma nova realidade; partindo do descarte, do lixo, a sua arte sublima o esforço e a dor.
Nota dos realizadores
Este filme vem de uma memória que, como muitas vezes acontece, não pertence a nenhum de nós. Beatrice Bulgari, a produtora do filme, lembrou-se de uma das nossas obras – Le Voeu – na qual, dentro de um aquário, a mão de uma mulher, transformada em pedra, aguarda suplicante.
E sugeriu: «Imagina se um dia, nadando no mar, te deparasses com uma estátua antiga.» Para exorcizar a ansiedade que essa imagem traz consigo, como as crianças costumam fazer, juntos criámos uma história que é uma mistura de realidade e imaginação, num cenário atemporal. Arsa é, também, uma reflexão crítica sobre a sociedade contemporânea e o consumismo.