Adieu Monde Cruel

Adeus, Mundo Cruel

de Félix de Givry

França, 2026, 93', Classificação M/14, Drama

com Milo Machado-Graner, Jane Beever, Françoise Lebrun, Maïa Sandoz

Festivais e Prémios:

Cannes Film Festival 2026 - Semaine de la Critique (Filme de Encerramento)

New Zealand International Film Festival 2026 - Seleção Oficial


Ficha técnica:

Elenco: Milo Machado-Graner, Jane Beever, Françoise Lebrun, Maïa Sandoz, Emmanuelle Destremau, Erwan Kepoa Falé

Realização: Félix de Givry

Argumento: Félix de Givry, Marie-Stéphane Imbert
Produção: Manon Messiant, Ugo Bienvenu, Félix de Givry
Direção de Fotografia: Tara-Jay Bangalter
Música Original: Arnaud Toulon
Montagem: Sanabel Cherqaoui
Casting: Elsa Pharaon
Som: Lucas Doméjean, Yannis do Couto, Flavia Cordey, Daniel Sobrino
Guarda-Roupa: Léa Forest
Direção Artística: Almudena Brymans
Maquilhagem: Sarah Dellacase

Uma reviravolta incrivelmente segura e deslumbrante no romance coming-of-age. Termina com uma nota especialmente bela, tanto a nível visual como sonoro. De Givry é uma grande promessa como criador de obras íntimas e humanistas. Indiewire


Comovente. Uma delicada canção de embalar, contada com paciência, ternura e contenção. The Playlist


Um coming-of-age cuja universalidade se revela no grão da película, que esbate as fronteiras do tempo, e na quase ausência de tecnologia moderna. O filme ressoa com a actualidade pungente do sofrimento adolescente de hoje. Première


Adeus, Mundo Cruel dá às vidas secretas destes jovens as cores e os cenários que merecem: noites bressonianas e brancos oníricos em sintonia com as suas emoções, tornadas hipersensíveis pela película de 16 mm, com uma fotografia deslumbrante de Tara-Jay Bangalter. Libération


Félix de Givry estreia-se na realização com uma confiança notável. O filme inscreve-se numa prestigiada linhagem do cinema francês que retrata a angústia adolescente. Recupera as sombras tutelares de François Truffaut, Robert Bresson e André Téchiné, afirmando simultaneamente uma sensibilidade própria, marcadamente romanesca. Positif


O encanto dos dois jovens actores contribui em grande medida para o êxito deste belo filme melancólico. A não perder. L'Humanité


Félix de Givry, nascido a 23 de Dezembro de 1991, em Paris, é um multifacetado ator, argumentista, realizador e produtor. Durante os seus estudos na Sciences Po Paris, descobriu o cinema ao assumir um papel secundário em Depois de Maio (2012), de Olivier Assayas, e posteriormente o papel principal em Eden (2014), de Mia Hansen-Løve, onde interpreta Paul, uma personagem inspirada no percurso do DJ parisiense Sven Løve, irmão da realizadora.

Foi nesse set de filmagens que conheceu Ugo Bienvenu, com quem co-fundou, em 2018, a produtora e o estúdio de animação Remembers, para produzirem os seus respectivos filmes. Em 2017, realizou a sua primeira curta-metragem, Journée Blanche. O filme foi seleccionado para o Festival Côté Court em Pantin, tendo ganho o Prémio de Melhor Actor (Tara-Jay Bangalter), e ainda o Swann d'Or de Melhor Curta-Metragem no Festival de Cinema de Cabourg. L'Entretien (2019) é a sua segunda curta-metragem enquanto realizador. Enquanto actor, conta ainda com participações em Coma (2022) e Adieu Émile (2026). Co-escreveu e produziu Arco, uma longa-metragem de animação realizada por Ugo Bienvenu, lançada em 2025. O filme venceu o César de Melhor Filme de Animação e foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme de Animação. Adieu Monde Cruel, co-escrito com Marie-Stéphane Imbert e produzido pela Remembers, em parceria com a Iliade & Films, é a sua primeira longa-metragem de ficção. O filme foi seleccionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2026, onde encerrou a selecção oficial.

Depois de protagonizar Eden, de Mia Hansen-Love, e de produzir e co-escrever Arco, nomeado para os OSCARS, o multifacetado Félix de Givry faz a sua estreia como realizador, com esta fábula romântica, terna e comovente que acompanha a improvável história de amor entre dois adolescentes solitários. Com Milo Machado-Graner no papel principal, o ator revelação de Anatomia de uma Queda, o filme vencedor da Palma de Ouro em 2023.

Uma história sobre uma juventude frágil, ansiosa e teimosa e, segundo a crítica, com um toque à Truffaut a ecoar suavemente à Nouvelle Vague francesa. Com uma fotografia onírica em Super 16 mm da autoria de Tara-Jay Bangalter (filho de Thomas Bangalter, um dos membros dos Daft Punk) e uma banda sonora original de Arnaud Toulon, vencedor de um Prémio César, o filme capta as emoções intensas de ser jovem e invisível e a esperança hesitante e transformadora que surge quando alguém finalmente os vê.
Adieu Monde Cruel é uma revelação da Semana da Crítica de Cannes.